terça-feira, maio 22, 2007

Um estrondoso silêncio


A matéria publicada pelo Jornalista Bob Fernandes (isso mesmo, com maiúsculas!) no Terra Maganize, sob o título "Navalha deixa quase todos nus" (terça, 22 de maio de 2007, 15h33) mostra com nitidez os meandros do poder político brasileiro.
Um pequeno trecho somente para aguçar as papilas gustativas dos internautas:

"O INQUÉRITO MÃE E A ERA FHC

Anos 90. Polícia Federal? Sem oxigênio para atuar, a fazer de conta que era um grande avanço o esquemão sindicalês de resultados e o chellotismo da direção, que vigoraria na Era FHC em parceria com esmolas doadas por DEA, CIA e FBI.
No rastro daqueles anos a Polícia Federal -o embrião dessa de hoje-, com um grupo de delegados e delegadas chefiado por esse mesmo Paulo Lacerda, produziu um documento impressionante. Mais de 100 mil páginas. O inquérito-mãe.
A autopsia das relações carnais entre o Estado e o topo da sociedade indicou, e indiciou, mais de 400 empresas e mais de 100 dirigentes do grand monde empresarial. Prato interminável para quem desejasse investigar, provar, punir.
O inquérito dormita até hoje nas gavetas e escaninhos da Justiça. Sob silêncio, profundo silêncio. Todos os crimes, ou quase todos, prescreveram.
Rios de tinta, horas e horas de telejornais e programas de rádio e auditório a discutir Quem Matou PC Farias. Quem Queimou o Arquivo? Tarefa e debates pertinentes, mas, enquanto este era o foco único, sumia, esmaecia nas prateleiras, nas manhas e artimanhas advocatícias, o verdadeiro arquivo: o inquérito-mãe.
A autópsia dos anos PC Farias morreu, de inanição, no caminho entre as delegacias e os tribunais. Mesmo co-responsável, por omissão de socorro, a mídia autocongratulou-se e seguiu firme. De CPI em CPI. Com momentos indeléveis.
A cada CPI a desconstrução, o desnudamento, de ídolos erigidos nas CPIs anteriores. O acusador, o julgador de ontem, é o acusado, o réu de hoje."


Para ler toda a matéria clique aqui.

Na imagem o Sr. Shiguenobo Yoshida em ação no seu estabelecimento, próximo à entrada do Mercado Muncipal de Curitiba (PR).
Um mestre da arte de cortar com a Navalha:
"O segredo está no corte do cabelo, que tradicionalmente deve ser quadrado e feito exclusivamente com tesoura e navalha, o que não é fácil, até porque hoje essa técnica não é mais muito conhecida"
(Clique aqui para ver conhecer a barbearia do Sr. Yoshida)

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