quinta-feira, junho 21, 2007

E o Renan???

O Congresso Nacional, especificamente o Senado Federal, vive mais uma crise. O fato do Sen. Renan Calheiros (PMDB/AL) estar sendo acusado de ter despesas particulares pagas por terceiros (neste caso um lobista da Construtora Mendes Junior), expõe um problema freqüente no cenário político brasileiro: a impossibilidade (de autoridades públicas, empresários) de comprovação da origem dos seus recursos. Sob este ponto de vista, o Sen. Renan Calheiros não é diferente de outros (e muitos) que ocupam o cenário político nacional. A imprensa começa a alardear que Renan, se cair, leva junto com ele outros Senadores que teriam postura semelhante. Não acredito nisso (as próximas horas podem mostrar que estou errado). Renan é um político experiente e se não conseguir contornar a crise no Conselho de Ética do Senado vai cair sozinho. Aliás, não lembro de nenhum parlamentar que tenha sido afastado (renúncia ou não) e levado consigo alguns colegas. Ao contrário, todos aqueles que saíram calados experimentam dias melhores (vide Collor, ACM, Genoíno, Jader Barbalho, José Roberto Arruda etc.). Vamos ver o que acontece dessa vez.

Um comentário:

Paulo C. Nascimento disse...

Olha, tem tudo pra ser como os outros casos que presenciei nos últimos anos: perdas políticas no curto prazo, retorno no médio. Ninguém quer ser relator pq existe uma pressão pra livrar a cara dele. O relator que fizer isso, queima-se com a opinião pública. O Cafeteira já tirou o corpo fora antes que a situação piorasse (ou ele tem leucócitos muito solidários à sua situação política). A oposição (é meio estranho chamar o ex-PFL de oposição, mas vá lá) faz pressão pra obter ganhos políticos, criar rachaduras na ala governista. Quanto ao tráfico de influência, basta pensar um pouco: o que é um salário de menos de onze mil reais e algumas regalias para senadores que são em sua maioria de famílias abastadas, donos de grande parte das riquezas de seus estados de origem? Alguém ali parece ter se desgastado em campanhas intermináveis só pra cumprir um dever cívico? É como o mensalão: após a eleição, deixa-se cair no esquecimento. Além disso, agora que o Alemão e a Íris terminaram, boa parte dos brasileiros trocou de fofoca. Afinal, não fosse a bonitona, o escândalo do Renan nem daria tanta audiência.