quarta-feira, fevereiro 20, 2008

A transição em Cuba e a política externa brasileira, no "Blog do Alon".

"A decisão de Fidel Castro de renunciar às funções de estado em Cuba não marca apenas o início de uma transição política. É também a conclusão de uma etapa de passagem de poder. O projeto cubano é migrar para um modelo político mais partidário e menos pessoal. Um sistema implantado na China e que funciona bem na futura maior potência planetária. Por isso, é impreciso dizer que Fidel passou o poder a seu irmão. Raúl não é Fidel. Fidel trasmitiu o poder foi ao Partido Comunista de Cuba. Será que o o partido conseguirá mantê-lo -ou manter-se como a força política dominante? Dependerá, fundamentalmente, de duas coisas. Em primeiro lugar, de alcançar taxas de crescimento econômico que ofereçam ao cidadão comum perspectivas concretas de prosperidade. Em segundo, de os comunistas cubanos ficarem unidos e encontrarem um mecanismo político-institucional que permita a possibilidade de alternância e disputa. O Partido Comunista da China vem obtendo sucesso nos dois quesitos. Já o Partido Comunista da União Soviética fracassou em ambos."

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