
O título, sugestivo para o momento político brasileiro, é de uma novela de Robert Louis Stevenson. Dr. Jekyll, renomado médico, produz uma substância capaz de separar a parte boa e a parte má de uma pessoa. A fórmula não atinge o resultado esperado e o Dr. Jekyll acaba se transformando no monstruoso Mr. Hyde.
A tática de campanha adotada pelo PSDB/PFL no debate presidencial produziu efeitos não desejados pelo comando de campanha de Geraldo Alckmin. O tom agressivo dos ataques destoou com o perfil conciliador que até então angariava simpatia dos indecisos e intenções de votos para o candidato tucano.
É claro que a mensagem foi bem aceita pelos eleitores cativos do governador, aqueles que compõem os votos consolidados. Mas não é desses que ele precisa e sim dos indecisos!
A substância, já ingerida, não poderá ser metabolizada antes do segundo turno. O que coloca o ninho tucano num dilema: suavizar os ataques e correr o risco de perder pontos com os seus eleitores cativos; ou manter o tom e assustar os eleitores de Heloísa Helena e de Cristóvam Buarque, bem como os indecisos. Em ambas as hipóteses uma certeza é possível: aumentarão o número de eleitores que votarão nulo ou em branco.
Mais informações sobre o estranho caso do também médico Dr. Jekyll podem ser obtidas na Wikipédia (clique aqui).
3 comentários:
Tentaram transformar o picolé de chuchu em suflê de pimenta e o resultado foi o previsível... Se antes alguns eleitores iriam saboreá-lo porque era ruim de gosto, mas bom para os nervos, agora nem isso. Até o debate, ele era simplesmente amorfo (inodoro e insípido) agora é tudo isso e irritante - mas pode se tornar apaixonante, se você der uma olhadinha na Veja, que, mais uma vez, se superou na panfletagem pró psdb...
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