sábado, junho 02, 2007

O caso da não renovação da concessão da RCTV na Venezuela

A repercussão na mídia nacional e internacional da não renovação da concessão do canal venezuelano de televisão RCTV levantou um debate extremamente importante sobre a liberdade de informação.
O jornalista Luís Nassif foi muito feliz em duas postagens sobre o tema no seu blog, que reproduzo algumas partes abaixo para instigar os internautas:
Chavez e a RCTV
"A dificuldade de escrever sobre Hugo Chavez e a não renovação da concessão da RCTV é a ausência de fontes confiáveis.
Vamos analisar, primeiro, em tese.
Dentre todos os quatro poderes, o mais ágil, o mais influente é a mídia, porque ajuda a moldar consciências, a controlar as informações (e, por conseqüência, a capacidade de julgamento da opinião pública). Daí a importância de se ter uma mídia plural, objetiva, técnica e democrática. É o que a legitima como fiscal dos demais poderes.
A partir do momento em que abre mão de seu papel mediador, instrumentaliza as denúncias com o objetivo de derrubar presidentes, o jogo é outro. Na América Latina, após a redemocratização a imprensa conseguiu derrubar diversos presidentes, dentre os quais Andrés Perez, na Venezuela, e Fernando Collor no Brasil. Tornou-se poder maior, e com apetite para investir sobre os demais poderes, inclusive derrubando mais presidentes. As tentativas contra FHC e, mais agudamente, contra Lula, são exemplos recentes. "
Clique aqui para ler toda a postagem.

Chavez e a RCTV 2 - 01/06/2007 - 10h30

"Mais de 80 comentários sobre a nota do “Chaves e a RCTV”, vamos ver o que aprendi com o argumentos de vocês.
O ponto central é que nas democracias não pode haver o poder absoluto, de nenhuma das partes.
Há que existir limites entre os poderes, o tal sistema de pesos e contra-pesos intrínseco ao regime democrático.
A mídia não representa o direito de opinião, que é um conceito que transcende os veículos. Quando se tem um quadro de concentração no mercado de opinião, e a mídia abre mão da pluralidade e do contraditório, do direito de defesa dos acusados ou da objetividade jornalística, investe contra os pilares da própria legitimidade jornalística. E se torna vulnerável, se suicida.
Se é verdade que o tal canal chegou a propor abertamente o assassinato do presidente da República, é evidente que cometeu um crime. Em qualquer país democrático, no próprio EUA, provavelmente essa emissora estaria fora do ar. A questão são os procedimentos. Como não existe democracia aprimorada na Venezuela e em muitos países latino-americanos, o ato de Chavez foi individual. E aí mora o perigo."
Clique aqui para ler a postagem completa.

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