sábado, junho 13, 2009

Eleições européias



O resultado das últimas eleições para o parlamento europeu foram um balde de água fria nos cabeças dos partidos políticos de esquerda, especialmente dos socialistas.
Em todos os estados-membros da união em que os socialistas governam as urnas mostaram uma insatisfação completa diante da "crisis" econômica que mergulhou o velho continente em uma severa recessão.
Pude acompanhar de perto a disputa entre Partido Popular e Partido Socialista Obrero Español que se concentrou basicamente no problema seríssimo do desemprego (em maio a mão-de-obra economicamente ativa superou a marca de 4 mi de "parados"). De vento em popa e com correntes marítimas favoráveis, o partido do ex-primeiro ministro Aznar (aquele da guerra do Iraque e da mentira do atentado de 11 de março de 2004) conseguiu alavancar suas candidaturas e vencer ao PSOE. Os socialistas estavam literalmente incurralados pelos dados econômicos e pela resposta lenta das medidas que haviam tomado contra a "crisis" (sem muitas esperanças que elas fossem mais ágeis, pois todos sabiam que o fundo do poço ainda não havia sido alcançado). Do outro lado, o PP conseguia fazer ganhar corpo o seu discurso "ahora soluciones" sem, contudo, apresentar propostas que pudessem solucionar algo como a crise econômica que faz o PIB español retroceder 3,6 pontos neste ano.
O que chama atenção nessa disputa e nos resultados eleitorais é o fato de que nos estados-membros o partidos governistas perderam feio as eleições, mas o "governo" da Comunidade Comum Européia que tem a sua frente o parlamentar português Durão Barroso não sofreu nenhum arranhão. Pelo contrário, os partidos conservadores conseguiram nessas eleições alcançar a hegemonia política do parlamento com suas 270 cadeiras.
Assim, a Comissão executiva da União Européia sai ilesa da "crisis" e com o apoio suficiente para reconduzir Durão Barroso por mais 5 anos de mandato.
Para os cidadão europeus que foram às urnas e para aqueles que não se dispuseram a ocupar seu tempo livre com uma eleição parece bem claro que o parlamento europeu e a comissão européia são um peso morto nos seus graves problemas econômicos e que a política ainda é um assunto que se decide em casa, nos estados-nação.

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