sábado, outubro 07, 2006

Democracia e Eleições 2006

No último domingo mais de uma centena de milhão de eleitores brasileiros participou da escolha dos chefes do Poder Executivo do Distrito Federal, dos Estados e da União, dos Deputados das Assembléias Legislativas, dos Deputados da Câmara Federal e dos membros do Senado da República.
Várias pesquisas de intenção de votos, realizadas pelos mais diversos institutos, indicavam vitórias já no primeiro turno com uma margem confortável de votos em relação à somatória dos outros candidatos ou pelo menos apontavam que os cadidatos favoritos alcançariam a percentagem mínima para serem eleitos sem a necessidade de uma segunda rodada.
Os resultados apurados nas urnas demostraram que os métodos empregados nas pesquisas ainda carecem de aperfeiçoamento para serem dignos de um maior grau de confiança quanto aos seus índices (destaque especial para o resultado no Rio Grande do Sul).
O que será que pode ter acontecido para que os eleitores contrariassem as pesquisas? Esta dúvida não conseguiu se manter na pauta da análise política e talvez seja uma pedra no sapato das "previsões" dos resultados. Pedra, essa, desconfortável. Talvez seja mesmo um calo causado por uma pisada irregular.
De outro lado, a mídia ainda não consegue alcançar a tão desejada imparcialidade no trato da notícia e, sob a veste da neutralidade, entra na campanha eleitoral, repetindo erros do passado recente. Não se trata de mera opinião. A análise da cobertura feita pela mídia tem seus observadores, vale a pena consultar os sites: http://www.observatoriodemidia.org.br/ e http://observatorio.ultimosegundo.ig.com.br/
Até o dia vinte e nove muitas emoções nos aguardam nesta novela de capítulos ainda não escritos.

4 comentários:

Fernanda Vencato disse...

Olá professor!!!
Gostei da sua iniciativa!
Um ótimo findi!

Anônimo disse...

Não acredito que o descompasso entre o 'ranking" das pesquisas e o resultado do 1º turno das eleições tenha sido puramente acidental. Creio que há um propósito...

Silvana disse...

Adriano, você indaga: "O que será que pode ter acontecido para que os eleitores contrariassem as pesquisas?" Eu prefiro indagar: "Será que não foram os resultados das pesquisas os contrariados pela nossa mídia?" Abçs

Alceu disse...

Gostei da expressão "pisada irregular" para justificar os calos.
Parabéns pelo blog.
Abraços,
Alceu