sábado, maio 12, 2007

Green Money and The Magic Island




A Operação Moeda Verde ainda está dando o que falar. E como se fala!!


Dessa vez foi o Prefeito Dário Berger quem colocou um pouco de tempero na discussão.


Para ele a polícia só pode investigar os marginais, pois pessoas que são eleitas pela cidade e que tenham endereço fixo devem ser tratadas diferentemente (clique aqui para ler a matéria publicada no DC de hoje).


Fiquei bastante preocupado com a declaração do Prefeito. Tenho endereço fixo, mas nunca fui eleito pra nada em Florianópolis. E agora? Sou um marginal? Devo ser investigado pela Polícia Federal?


Fico preocupado com o Vereador Marcílio Ávila também. Diferentemente de mim, o atual Presidente da Santur foi eleito pela cidade de Florianópolis algumas vêzes. Inclusive foi eleito também para presidir a Câmara de Vereadores do Município, mais de uma vez, se não me engano.

Imagino que ele tenha endereço fixo. Mas quando a Polícia Federal o procurou no seu endereço, no mesmo dia em que prendia os outros suspeitos de prática de ilícitos, não o encontrou. O Vereador Marcílio havia viajado para a Argentina. E agora? Ele também é um marginal?


Outra dúvida me ocorre: pessoas são marginais porque cometeram delitos que foram investigados pela polícia, processados e condenados pelo judiciário com sentença da qual não se pode mais recorrer; ou pessoas são marginais independentemente de terem sido investigadas pela polícia, processadas e condenadas pelo Judiciário com sentença da qual não se pode mais recorrer?


E o Prefeito? Qual o endereço fixo dele? São José? Florianópolis? Ingleses? Urubici? Será que ele também é marginal?


Marginal é aquele que está à margem, certo? Quem mora na Beira-Mar está à margem, na beira do mar. São marginais, portanto! Certo?

Quem mora no morro não está à margem do mar. Não são marginais, portanto.

Quantas dúvidas o Sr. Prefeito ensejou!

Sugiro a leitura da coluna do Fábio Brüggemann de hoje no DC: "Ecochatos versus ecocriminosos". Talvez essas dúvidas aumentem, se dissipem, ou não!


"Ecochatos versus ecocriminosos
A operação Moeda Verde, além de ter mostrado à população como agem as pessoas que pretendem destruir o pouco que resta da Ilha de Nossa Senhora dos Aterros, salientou também a divisão de seus moradores, principalmente seus formadores de opinião. Da minha parte, não me envergonho de ser um enormíssimo ecochato, já que, pelo visto, é a banda dos contrários ao ecocrime, do mesmo modo como sou blibliochato, cidadãochato e justiçochato. Habitar uma ilha significa compreender suas limitações geofísicas além do horizonte do olhar. Mas o olho, já dizia minha avó, é sempre maior do que a barriga.

Modelos de desenvolvimento úteis para cidades continentais não servem de nada para cidades insulares ou costeiras, e não precisa ser engenheiro florestal ou biólogo para compreender isso. Muita gente acredita (ou por ignorância ou por safadeza) que a Ilha tem que crescer (pra onde, cara pálida?) com o mesmo modelo cruel que fez crescer cidades como Rio de Janeiro, por exemplo, (apenas para ficar numa pretensa similaridade costeira).

Mas o dinheiro, a virente moeda, compra tudo, menos inteligência, pelo que se vê pela declaração de alguns políticos, do prefeito (preocupado que ficou em "defender" seu governo, esquecendo que é pago para defender seus cidadãos) e do governador (que se apressou em criticar a operação e logo em seguida jantar fraternalmente com um dos acusados). O mesmo governador que já havia recebido da Rede de Organizações Não-Governamentais da Mata Atlântica, "Por sua contribuição significativa para a devastação da Mata Atlântica", o Prêmio Motoserra 2006, pouquíssimo divulgado pela sua assessoria de imprensa, aliás. " (Para ler a coluna na íntegra, clique aqui.)

Na imagem: um seriado histórico da TV dos anos 80: A Ilha da Fantasia!!!

Os episódios começavam com o Tattoo batendo um sino e gritando: "Olha o avião, olha o avião!!!" O anfitrião chamava-se Sr. Rourke, a quem cabia realizar as fantasias dos poucos afortunados que pagavam US$ 50.000 por um fim-de-semana na Ilha. Personagem misteriosa. Ninguém jamais soube de onde ele veio.

Lembro que esta é uma obra de ficção, qualquer semelhança das personagens e dos fatos com a realidade é mero acaso!

Quem quiser matar as saudades da Ilha da Fantasia clique aqui.

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