domingo, novembro 18, 2007

Ativismo judicial metafísico

Essa é muito boa e vem da justiça do trabalho da Paraíba, mais especificamente da lavra da excelentíssima juíza Adriana Sette da Rocha Raposo, titular da vara do trabalho de Santa Rita (clique aqui para ler a reportagem no Consultor Jurídico). É filosofia da melhor qualidade o que a juíza proferiu em decisão nos autos do processo Nº 01718. 2007.027.13.00-6. Espia só:

"A liberdade de decisão e a consciência interior situam o juiz dentro do mundo, em um lugar especial que o converte em um ser absoluto e incomparavelmente superior a qualquer outro ser material. A autonomia de que goza, quanto à formação de seu pensamento e de suas decisões, lhe confere, ademais, uma dignidade especialíssima. Ele é alguém em frente aos demais e em frente à natureza; é, portanto, um sujeito capaz, por si mesmo, de perceber, julgar e resolver acerca de si em relação com tudo o que o rodeia.
Pode chegar à autoformação de sua própria vida e, de modo apreciável, pode influir, por sua conduta, nos acontecimentos que lhe são exteriores.
Nenhuma coerção de fora pode alcançar sua interioridade com bastante força para violar esse reduto íntimo e inviolável que reside dentro dele.
" (grifei)

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