sexta-feira, março 21, 2008

Editorial do IG sobre a expulsão de PHA

Reproduzo o Editorial do portal IG sobre a "descontinuidade" do contrato com o jornalista Paulo Henrique Amorim.

"Editorial

Sobre a saída de Paulo Henrique Amorim do iG


Na tarde de terça-feira (18/3/08), o iG descontinuou o contrato com o jornalista Paulo Henrique Amorim, do site Conversa Afiada.

Com o passar do tempo, os custos do contrato e as condições de mercado tornaram inviável a sua manutenção. Tomada a decisão, todas as condições rescisórias foram atendidas e o jornalista devidamente indenizado.

Aos funcionários do Conversa Afiada, presentes na sede do iG no momento em que foi despachada a notificação de rescisão e retirado da rede o site, foi facultada a possibilidade de levar embora os materiais necessários, mas não o fizeram.

Paulo Henrique Amorim preferiu agir sob força de um mandado de busca e apreensão para retirar seus pertences e copiar o arquivo do seu site, o que poderia ter feito sem precisar de recurso judicial.

Descontinuar colaborações faz parte da vida das empresas e da vida dos jornalistas. O próprio Paulo Henrique já passou por empresas como a Editora Abril, Jornal do Brasil, TV Globo, TV Bandeirantes, TV Cultura e UOL. Suas colaborações, evidentemente, cessaram quando ele partiu. Não podia ser diferente no iG.

O iG não abre mão da sua independência e da necessidade de manter-se uma empresa equilibrada e saudável.

O iG segue firme na determinação de ser um portal que aposta na pluralidade de opiniões, no respeito à liberdade de expressão e no protagonismo dos internautas.


Caio Túlio Costa
Diretor Presidente do iG"

Curioso...

o IG descontinuou o contrato.
Sinceramente, nunca havia visto esta expressão. A palavra usada para tal situação é rescisão unilateral de contrato com pagamento de indenização para a outra parte. É muito eufemismo pra minha cabeça... ... vou descontinuar a escrever sobre este editorial.

Um comentário:

Cláudio Ladeira disse...

Bem, poderia ser pior. Pelo menos lê-se que "o IG descontinuou..." ao invés de "o contrato foi descontinuado", ou ainda "o IG ia estar tentando impedir uma descontinuidade mas..."

Faltou apenas reclamar da ingratidão do PHA que "partiu" (sic), impedindo assim o IG de redirecionar os internautas para a nova página do sujeito.

E mudando um pouco de assunto, trocar "descontinuar" por "rescindir" faz lembrar a substituição de "empregado" por "colaborador", outra genial invenção típica de quem pensa mudar as coisas mudando seus nomes.