quarta-feira, abril 30, 2008

O outro Lula

Excelente postagem do Alon que copio em parte para que nossos visitantes leiam.

"À espera de uma catástrofe (29/04)

Coluna (Nas entrelinhas) publicada hoje (29/04/2008) no Correio Braziliense.

Falta um Lula a Lula. Alguém relevante que esteja disposto a liderar o país em torno de um projeto diferente do do petista, e que esteja pronto para os sacrifícios decorrentes da opção

Por Alon Feuerwerker
alon.feuerwerker@correioweb.com.br

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No final do ano passado postei sobre o papel da oposição no episódio do fim da CPMF. Resumidamente defendi que o sucesso da estratégia política do DEM-PSDB seria a obtenção de grau "suma cum laude".
Mas, para ser Oposição (em maiúculas), não basta ganhar uma disputa localizada.
A atual oposição é incompetente para propor um projeto alternativo ao do atual governo. Suas propostas estão permeadas de ácaros udenistas e são irrespiráveis atualmente.
Os recentes números da pesquisa de opinião sobre o governo Lula e sobre o Presidente Lula apresentam índices dificilmente alcançáveis quando se trata de popularidade de políticos. Nada mais, nada menos 89% aprovam o governo do metalúrgico (com ou sem ressalvas). Somente 11% desaprovam completamente. 70% confiam no Presidente Lula e 50,5% querem um terceiro mandato.
Se a democracia é um regime político que se legitima pela maioria, o atual governo tem legitimidade suficiente para implementar mudanças profundas no país.
Alguns "analistas políticos" têm dito que esses resultados se devem ao bom momento econômico que o Brasil atravessa. Ora, ora... E o bom momento econômico que o país atravessa não é conseqüência de um bom governo??? Isso parece aquela situação do aluno, do professor e da nota. Se a nota é 10, foi o aluno que tirou. Agora, se ela é 3, foi o professor quem deu.
Invertidas as atuais condições econômicas, certamente, o governo enfrentaria problemas políticos de popularidade. Ciente disso, o Presidente Lula não abandona os dogmas da política econômica que garantem o seu governo. Custe o que custar (e os diretores do BC sabem bem disso!).
Penso que essa situação de dogmatismo perdurará até o momento em que a nova classe média que surgiu com a melhoria na distribuição de renda possa se solidificar, criando assim condições mínimas para exercício da cidadania.
A partir de então, as possibilidades de melhor distribuição de riquezas se multiplicarão, assim como a própria sociedade política organizada poderá assumir o papel de povo na disputa pela hegemonia das políticas públicas e no controle do Estado. Deixando para trás coronéis, enxadas e votos.

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