sábado, maio 31, 2008

A anatomia do voto de Gilmar Mendes, no Conversa Afiada

Vale a pena a leitura do "máximas e mínimas" do jornalista Paulo Henrique Amorim, interpretando o voto do presidente do STF, min. Gilmar Mendes, na decisão da ADI sobre "A Origem Da Vida"...

"O Supremo é “a casa do povo” – disse o Presidente.. (Pensava que era o Congresso...).
O Supremo é um “espaço democrático”.
O Supremo é mais “idealista” que o Legislativo – disse o Presidente.
Porque o Legislativo é escravo das “emoções” – e o Supremo é a instância da “racionalidade”.
O Legislativo – disse o Presidente – se submete às relações de poder – o Supremo, não!.
(O Supremo se submete ao PiG, disse o Ministro Lewandowski).
O Supremo – diz o Presidente – é a instância de “reflexão”.
O Supremo, portanto, segundo seu Presidente, é sede da “República” de Platão.
Desde Atenas que filósofos e idealistas tentam construir a “República” de Platão – sem sucesso..
O próprio Platão, quando se transformou em marqueteiro e tentou vender sua “República” a um rei, saiu fugido, antes que sua cabeça fosse separada do pescoço.
O Presidente (do Supremo) transformou os onze ministros do Supremo em reis filósofos – ele, é claro, no papel de Péricles."
Mais aqui.

3 comentários:

gerson disse...

O Judiciário não se submeter às relações de poder...ele tá de sacanagem. Ou não mora nesse país ou aplicou no povão!

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Cláudio Ladeira disse...

Gerson,
Mas talvez, ao afirmar isso, ele esteja praticando exatamente "relação de poder"...

gerson disse...

Isso lá é uma verdade. Recebeste o e-mail que te mandei bagual?

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