quinta-feira, maio 31, 2007

A Greve no serviço público

O direito de greve no serviço público vem motivando, principalmente nas últimas semanas, um grande debate público. As declarações do Ministro do Planejamento (Paulo Bernardo) e do Presidente da República sugerem uma necessidade urgente de regulamentação do direito de greve na administração pública, estabelecido pela Constituição Federal de 1988 (art. 37, VII).
Apesar da polêmica relativa ao tema, não se pode deixar de observar que a greve, pelo menos da forma como historicamente vem sendo utilizada na administração pública, não está produzindo os resultados esperados pelos servidores e sindicatos. Basta verificar que as greves parecem ser periódicas, o que supõe que a negociação não foi satisfatória. Quais são, então, os objetivos da greve?
Tanto no setor privado quanto no público, a busca pela melhoria de salário e condições de trabalho é legítima e a greve é vista por muitos como a única forma de estabelecer uma negociação mínima com o patrão. Justifica-se, no caso, para que a exploração seja limitada e as injustiças reduzidas. Há na greve, portanto, prejuízo para o patrão. É isto, em última análise, que “facilita” a negociação.
A pergunta, então, parece óbvia: quem é o prejudicado com a greve no setor público? Não quero parecer reducionista, mas a resposta para esta pergunta parece necessária para o início deste debate.

3 comentários:

gerson sicca disse...

o problema é que o servidor não tem negociação coletiva. Aí a greve é apenas um instrumento de pressão desacompanhado de mecanismos institucionais de solução do impasse entre governo e servidores

Geyson Gonçalves disse...

Pois é Sicca,
E a UFSC entrará em greve na segunda-feira (não sei mais se a greve é aual ou semestral).

m.davi disse...

É um debate que necessita de mais profundidade. Que o instrumento de greve se encontra enfraquecido (até de legitimidade popular) isso todos sabemos, mas que também a situação, tanto para servidores públicos quanto dos trabalhadores privados, não anda lá muito boa, isso não podemos negar.

...Bom assunto para uma mesa de bar!